Bíblia do CaminhoTestamento Xavieriano

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Chico Xavier — Mandato de amor — Autores diversos — 2ª Parte


18


Versos

1 Também eu, caminheiro ao fim do dia,

Demandei, no crepúsculo de opala,

O Além, onde outra vida despetala,

O cinamomo eterno da harmonia!…


2 Mas do mundo, da lágrima sombria

Guardo a flor da saudade e ao desfolhá-la

Sinto o mesmo perfume que trescala

Num misto de amargura e de alegria!


3 Amados! que a minh’alma vos exorte

Meu verso, agora, é a mística da morte,

Sino de catedral radiosa e imensa!…


4 Como outrora, ante os hinos e ante as palmas,

Rogo a Deus que conceda às vossas almas

Os tesouros puríssimos da crença.


.Alphonsus de Guimarães



(Soneto recebido em 20 de agosto de 1939, na sede da União Espírita Mineira.)


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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