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Absalão


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Absalão e Abishalom (1 Rs 15.2,10) [pai de paz]. W


O terceiro filho de David, rei de Israel. Ele nasceu em Hebron, e teve por mãe Maaca, filha de Talmai, rei de Geshur, em Aram (2 Sm 3.3). Ele era formoso, sem defeito, e tinha cabelos longos, mas era desordenadamente vão. Sua beleza era compartilhada por sua irmã Tamar, que muito fascinou seu meio irmão Amnon que desonrou-a criminosamente, para dois anos depois ser traiçoeiramente assassinado por instância de Absalão, de quem naquele momento era um convidado. Embora Absalão fosse favorito de seu pai, seu crime era muito brutal para ser omitido até por um pai indulgente. Ele teve que exilar-se, e permaneceu três anos com seus parentes maternos em Gesur, e mais dois em Jerusalém, antes de ter permissão para retornar ao tribunal ou ver seu pai e rei. Ele, logo depois, deliberadamente deixou-se ganhar pelo coração do povo, longe do rei seu pai, e quando o enredo estava maduro, conspirou, sob falsas pretensões, em Hebron, e criou o estandarte da rebelião. A perfeição de sua compleição elevou-o nas vistas do povo. Provavelmente ele ouviu que Salomão deveria ser o sucessor de David, e considerou o acordo injusto para si, por ser o mais velho dos dois irmãos, e, diferentemente de Salomão; era de sangue real por parte de mãe e também do lado paterno. Se estava ou não ciente que era pela escolha divina, como está registrado em Cr 22.6-10, que Salomão foi designado para a soberania, não se sabe ao certo; se ele soubesse disto, então numa teocracia como a dos judeus, sua rebelião era uma grande falta. É notável, com relação a este ponto, que os sacerdotes e levitas trouxeram muito apoio moral a David, como também suporte material; mas a massa da população parece ter sido contrária a ele e teve que escapar de Jerusalém com alguns seguidores fiéis para salvar sua vida. Dos dois principais conselheiros de David, Aquitofel o mais capaz, bandeou-se cuidadosamente para Absalão; Cusai, o outro, permaneceu fiel a David, e seguiu o rei fugitivo. David devolveu-o para Jerusalém fingindo aderência a Absalão, a fim de opor-se aos conselhos de Aquitofel. Quando esgotado que foi o tempo de reconciliação oferecido por Absalão, Aquitofel astuciosamente recomendou-o que lhe desse permissão para levar 12.000 homens à noite e seguir David tomando-lhe a frente antes que David se fortalecesse. Ele mataria só o rei, e as pessoas então viriam depois para Absalão. Antes do esquema ser executado, Cusai foi perguntado se ele aderia ao plano, e claro que ele criou objeções, e propôs um esquema rival seu próprio, então propôs que Absalão não via que a penetração significava com efeito sua ruína. Cusai aconselhou-o uma longa demora, um tempo que realmente tenderia a fazer Absalão mais fraco e David mais forte. Ele lisonjeou Absalão exaltando sua vaidade, propondo que ele deveria ser o chefe do exército que lhe daria a vitória. Quando a vitória fosse alcançada, que ele presumiu ser uma certeza, ele evitaria uma matança extensa e desnecessária, um séria asneira política como também um grande crime. O esquema absurdo de Cusai, porém, foi aprovado por Absalão e sua gente, e Aquitofel, vendo que estava por fracassar a rebelião, foi para casa e cometeu suicídio. Cusai entendendo que o perigo não havia ainda terminado, enviou imediatamente um mensageiro aconselhando David cruzar o Jordão, o que ele fez. Absalão e o exército rebelde estavam começando a reverter para a política de Aquitofel; e em última instância foi feito um compromisso entre seu plano e aquele de Cusai, que as hostilidades deviam ser imediatas, mas Absalão devia ser o chefe em chefe. A batalha aconteceu nas florestas de Efraim, Mahanaim. Aparentemente próximo de onde David então estava residindo. O anfitrião rebelde, indisciplinado e descuidado, avançou de uma vez sobre os veteranos de David, liderados por três hábeis chefes. Quando a derrota aconteceu, Absalão, montando furiosamente uma mula, emaranhou-se entre os galhos espalhados de um carvalho, e grande desserviço foi feito pelos seus longos cabelos os quais ostentava em vão. O animal foi embora, deixando-o pendente sem apoio, mas vivo. Joabe, um dos três chefes, atravessou três dardos pelo coração do príncipe infeliz, e dez dos seguidores imediatos de Joabe cercando-o completaram a matança. David deu ordem expressa que Absalão não devia ser ferido, e ao ouvir falar de sua morte ele abandonou-se a pesar excessivo (2 Sm 13.1, até o cap.  19.8). Absalão foi enterrado próximo ao lugar onde ele morreu, em uma cova debaixo de um grande monte de pedras. Quando vivo, mandou levantar um pilar em Jerusalém para manter seu nome em memória (2 Sm 18.18). O que se chama agora tumba de Absalão está no vale de Cedrom; no princípio do quarto século A. D., porém, parece ter sido considerada, mas precariamente, como a tumba de Ezequias (Peregrino de Bordeaux), de acordo com 2 Cr 32.33. As decorações da data do monumento são do período Greco-romano, mas a câmara propriamente pode ser mais velha em relação ao título. O salmo 3 foi composto por David durante a rebelião de Absalão; talvez também o salmo 7. — (Dicionário da Bíblia de John D. Davis©


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